POESIA
3 de maio
Aprendi com meu filho de dez anos
Que a poesia é a descoberta
Das coisas que eu nunca vi
Oswald de Andrade ANDRADE, O. Poesias reunidas. Rio de
Janeiro: Civilização Brasileira, 1971.
EMEF Prof Fernando
Pantaleão
Língua Portuguesa - Substantivos –
Atividades de Aplicação - 6º Ano –
1. Leia esta
receita.
Bater no liquidificador:
2 xícaras de açúcar
2 xícaras de óleo de milho
2 xícaras de leite
3 ovos
Colocar essa massa numa tigela e acrescentar:
2 xícaras de farinha de trigo
2 xícaras de fubá
2 colheres (sobremesa) de fermento em pó
Unte uma assadeira com manteiga ou margarina, pulverize com farinha de trigo, despeje a massa e leve ao forno para assar. Depois de assado, passe um pouco de manteiga ou margarina sobre o bolo e salpique açúcar cristal ou refinado em pó.
a) Retire da receita acima um substantivo com as seguintes classificações: simples, comum, concreto e primitivo.
b) Retire
da receita acima um substantivo primitivo e forme um substantivo derivado a
partir dele.
2. Classifique os substantivos destacados nas orações abaixo em concretos ou abstratos.
a) Os alunos começaram uma grande discussão.
b) Os
pilotos gostam de competir.
c) É
muito grande a saudade que sinto de minha família.
d) Você
acredita em fadas?
e) Um forte raio de sol entrou
pela janela.
3. Forme substantivos derivados a partir dos substantivos primitivos abaixo.
a) garoto b) laranja c) terra d) pão
4. Escreva o substantivo primitivo correspondente a:
a) matagal b) motorista c) dentista d) pedreiro
roda - cachorro - flor - pé - sol - chuva - tempo - roupa
6 . Leia com atenção estas estrofes do poema “Esconde-esconde”, de Sidónio Muralha.
[...]
E o pássaro sorri
à flor amarela,
bem te vi
ninho,
bem te vi
janela,
bem te vi
garotinho!
E ninguém se
espanta
e toda a gente
ri:
e o pássaro
canta:
Bem-te-vi
Bem-te-vi
Bem-te-vi
a) Na primeira estrofe do poema, quem é que diz “bem te vi ninho,/bem te vi janela,/ bem te vi garotinho”?
b) O
que quer dizer o verso “bem te vi ninho”?
c) Se
fôssemos reescrever esse texto, pontuando-o de acordo com as normas da tradição
escrita, que sinal de pontuação poderíamos acrescentar aos três últimos versos
dessa estrofe?
d) Dê
o significado de bem te vi e bem-te-vi.
e) Identifique
os substantivos simples presentes nas estrofes do poema.
f) Identifique um substantivo derivado.
7. Leia.
Em casa, ouvir música e assistir à tevê são as atividades preferidas da galera.
[...]
Meninos: jogar videogame
é o passatempo preferido; o que pega mesmo é na hora de ajudar a mãe.
“Teve um tempo em que as pessoas diziam que lugar de mulher é no fogão, mas
hoje as coisas estão mudando. Nós, homens, estamos colaborando mais.”,
justifica Lucas, 13 anos.
(O Estado de
São Paulo, 10/03/2012. Estadinho.)
a) Você concorda com a opinião de Lucas, de que hoje em dia os homens estão colaborando mais em casa?
b) Qual
o significado da palavra passatempo?
c) O substantivo composto passatempo é
formado por duas palavras. Quais?
8. Como passatempo, existem muitos substantivos compostos que são escritos sem o hífen. Forme substantivos compostos com as palavras abaixo e empregue-os em frases construídas por você.
gira, ponta, flor, sol, ferro, a, via, ferro, cata, pé, correio ,fogão, beija, vento, gás.
9. Leia a primeira estrofe de um poema de Pedro Bandeira.
Dor de dente
Tô com dor de dente,
dor de dente,
dor de dente...
Como dói o
dente,
dói o dente,
dói o dente...
a) Nesse
trecho do poema, existe a repetição de alguns versos. Quais?
b) Por
que esses versos foram repetidos?
c) Quando
alguém percebe a existência da dor?
d) Como
alguém percebe um dente?
e) O
substantivo dor é concreto ou abstrato?
f) E o substantivo dente?
10 . No quadro a seguir, são dados alguns substantivos concretos. Separe-os em dois grupos: um para os substantivos concretos que nomeiam seres que têm existência real (como sorvete) e outro para os seres que têm existência imaginária (como mula-sem-cabeça).
fada -– rei -– castelo -– riacho -– arco-íris -– saci-pererê - lobisomem -b– assombração - lobo
11. Leia uma das estrofes do poema
“Escuridão”, de Pedro Bandeira.
[...]
Mas o escuro é muito preto,
preto como um quadro-negro.
Se com giz eu desenhar,
vou pensar que o desenho
é um fantasma assustador.
[...]
Transcreva do
texto:
a) quatro substantivos simples;
b) um
substantivo composto;
c) um
substantivo concreto que nomeie ser de existência real;
d) um substantivo concreto que nomeie
ser de existência imaginária.
12. O substantivo saída pode ser concreto ou abstrato, dependendo da situação em que é empregado. Classifique o substantivo saída em concreto ou abstrato, considerando o contexto em que foi empregado.
a) Preciso encontrar uma saída para o meu problema.
b) A saída fica à direita.
EMEF Prof Fernando Pantaleão
Língua Portuguesa – Estudo de Textos – Gênero Poema - 6º Ano
CONVERSANDO ENTRE TEXTOS
1.
Releia o Texto 1, Infância, trabalhado na Aula 1, em seguida, faça uma leitura
do fragmento do poema a seguir
TEXTO 1
MEUS OITO ANOS
Oh! Que saudades que
tenho
Da aurora da minha
vida,
Da minha infância
querida
Que os anos não trazem
mais!
Que amor, que sonhos,
que flores,
Naquelas tardes
fagueiras
Debaixo dos laranjais!
[...]
Que auroras, que sol,
que vida,
Que noites de melodia
Naquela doce alegria,
Naquele ingênuo
folgar!
O céu bordado
d’estrelas,
A terra de aromas
cheia,
As ondas beijando a
areia
E a lua beijando o
mar!
Oh! dias da minha
infância!
Oh! meu céu de
primavera!
Que doce a vida não
era
Nessa risonha manhã.
Em vez das mágoas de
agora,
Eu tinha nessas
delícias
De minha mãe as
carícias
Fonte: ABREU,C. Meus
oito anos. Disponível em: http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/wk000472.pdf. Acesso em 27 jan. 2021.
2.
É hora de entender o texto. Vamos às perguntas!
a.
Após a leitura dos textos Meus Oito Anos e Infância, estudado na Aula 1, é
possível perceber semelhanças entre
eles? Justifique sua resposta.
b.
Os textos lidos nas duas aulas apresentam a mesma estrutura textual? Por quê?
c.
Elabore uma lista apontando as características e diferenças entre os dois
textos lidos.
d.
Vimos que um tema ou assunto pode ser abordado em forma de poema ou até mesmo
em forma de relato pessoal. Que tal
expressarmos o tema Infância em uma
linguagem não-verbal?
e.
Você conhece outro poema com essa temática? Que tal fazer uma pesquisa de
outros poemas com esse tema na internet, depois montar uma lista e em seguida
escolher um para recitar para a turma? Vamos fazer!!?
TEXTO 2
1. Releia, com
atenção, o poema “Meus oito anos”, de Casimiro de Abreu, apresentado na Aula 2,
e, em seguida, leia o poema “A Boneca”, de Olavo Bilac.
A BONECA
Deixando a bola e a
peteca,
Com que inda há pouco
brincavam,
Duas meninas brigavam.
Dizia a primeira: “É minha!”
— “É minha!” a outra
gritava;
E nenhuma se continha,
Nem a boneca largava.
Quem mais sofria
(coitada!)
Era a boneca. Já tinha
Toda a roupa
estraçalhada,
E amarrotada a
carinha.
Tanto puxaram por ela,
Que a pobre se rasgou
ao meio,
Perdendo a estopa
amarela
Que lhe formava o
recheio.
E, ao fi m de tanta
fadiga,
Voltando à bola e à
peteca,
Ambas, por causa da briga,
Ficaram sem a
boneca...
2.
Agora, responda às questões a seguir:
a. O que levou as
meninas a se desentenderem?
b. Qual foi o
resultado dessa disputa?
c. Qual seria a melhor
solução para esse conflito?
d. O comportamento das
meninas gerou um resultado muito ruim. Que ensinamento pode ser apreendido a
partir do desfecho da história?
Justifique sua
resposta.
a. Para declamar um
poema, o quê é preciso?
b. Todos os poemas
falam só de amor?